Biotecnologia – Portugal

Melatonina ajuda ao sono Revela estudo de Darío Acuña-Castroviejo e Germaine Escames 10/11/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Notícias — Hugo Azevedo @ 23:14

36675[1]Uma investigação de Darío Acuña-Castroviejo e Germaine Escames, professores do Instituto de Biotecnología do Centro de Investigación Biomédica de la Universidad de Granada, demonstrou que a melatonina, uma hormona natural segregada pelo corpo humano, é um excelente regulador do sono. Esta conclusão é um dos destaques da investigação empreendida durante vários anos para uma análise completa das propriedades da hormona produzida pela glândula endócrina pineal, servindo como corrector do ritmo sonho/vigília quando se altera o relógio biológico do Homem.

 

A melatonina está já a ser bastante utilizada pela indústria farmacêutica para medicamentos sintéticos derivados – que são considerados como uma ferramenta interessante para o tratamento de insónias, de tal modo que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou em 2007 o uso da melatonina como medida terapêutica.

 

Os investigadores da Universidade de Granada afirmam que melatonina “tem uma grande eficácia”, mas a sua administração deve ser feita “a determinadas horas do dia”, pois a ineficiência deve-se, “na maioria das vezes, a uma inadequada administração”.

 

Os autores do trabalho publicado na Revista de Neurología (2009) afirmam que a melatonina endógena (segregada pelo próprio organismo humano) “desempenha um importante papel no circulo do sono”, enquanto a melatonina exógena (fármaco) “influencia sobre aspectos do sonho como a latencia e qualidade”.

 

O uso da melatonina para regular o sonho não é o único trabalho realizado pelo Instituto de Biotecnologia da Universidade de Granada. Nos últimos anos, demonstraram que a substância tem também um papel no atraso do envelhecimento.

 

Notícia com base em comunicado no Alphagalileo

 

Curso Avançado de Microscopia Electrónica 27/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Eventos — Hugo Azevedo @ 16:14

BioEM’09

A new age in electron microscopy

 

An International Meeting on Biomedical Electron Microscopy Applications

 Tintinnopsis%20sp%2084x39%20micra[1]

IBILI     Coimbra – Portugal

December 4th and 5th 2009

 

Program:

December 4th

Methods

09:00 Opening session 

09:05 M1 Vitrification, first step for EM analysis of biological samples – C. López-Iglesias

10:00 M2 Cryo-methods for in situ molecular localization – C. López-Iglesias

11:00 Cofee break

11:30 M3 Immunocytochemical methods in Electron Microscopy – Graça Raposo

12:30 M4 Electron tomography and visualization of nanomachines – Peter Peters

13:30 Lunch

 

Aplications

15:00 A1 The endocytic pathway in Cell Biology and Pathology – Graça Raposo

16:00 A2 Dissecting virus replication and morphogenesis by Cryo methods – José Carrascosa

17:00 A3 Structure and Distribution of Prions – Peter Peters

18:00 Closing session

18:05 General Assembly of SPMicros

 

December 5th

Practical demonstrations (Peter Peters, Carmen López-Iglesias and Graça Raposo):

  • Cryo-fixation and Cryo-substitution
  • Cryo-Ultramicrotomy
  • Immunocytochemistry

 

Prices:

  •     Conferences: 20€
  •     Full program: 50€

Participants of  (Faculdade de Engenharia da Universidade Católica) have a discount of 10€

Local registration has a additional fee of 5€.

 

 MORE INFORMATIONS

 

10 Mil Visitas 27/10/2009

Arquivado em: Uncategorized — Hugo Azevedo @ 15:55

O blog atingiu as 10mil visitas, e tem vindo a subir a media diária, e queria portanto agradecer a todos os que o visitam, e pedia que comentassem, deixando opiniões sobre as notícias/eventos, ou fazendo sugestões para melhor o blog.

 

Micróbio resistente a radiações e desidratação identificado por cientistas de Coimbra 27/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Notícias — Hugo Azevedo @ 15:51
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rubrobacter_image[1]Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e do Instituto Pasteur (Miroslav Radman) está a estudar a substância responsável pela máxima protecção contra a desidratação e radiações (ultravioleta e gama) apresentada pelo micróbio Rubrobacter radiotolerans – RSPS4.

 

Descoberto, por cientistas de Coimbra, na zona termal de São Pedro do Sul, distrito de Viseu, este micróbio capaz de resistir aos mais elevados níveis de radiação e desidratação prolongada, teve o seu genoma sequenciado no BIOCANT, em 2007.

 

Os estudos que conduziram à descoberta desta bactéria, começaram em 1996, quando um cientista inglês solicitou ao Laboratório de Microbiologia da FCTUC, coordenado pelo Professor Milton Costa, que identificasse um estranho micróbio encontrado num riacho poluído, nas proximidades de uma fábrica de carpetes, em Inglaterra.

 

Surpresos com as invulgares características reveladas, os cientistas portugueses decidiram pesquisar novas bactérias com as mesmas características e, assim, chegaram ao Rubrobacter radiotolerans – RSPS–4, que exposto, de forma continuada, a brutais doses de radiações revelou uma capacidade de resistência.

 

“milhares de vezes superior à de um humano”, afirma o coordenador do estudo, Milton Costa. Para se perceber melhor o nível de resistência desta bactéria, o investigador da FCTUC explica que “ enquanto os humanos expostos a 500 Rads “corpo inteiro” (doses de radiações absorvidas) não sobrevivem, a 80.000 Rads todas as células deste micróbio continuam vivas”.

 

Os investigadores Milton Costa e Nuno Empadinhas revelam que “se o estudo confirmar que os sistemas antioxidantes e anti-radiações encontrados neste micróbio são os responsáveis pela protecção das proteínas e ADN da bactéria, poderemos pensar no desenvolvimento de novas moléculas para serem co-administradas no tratamento de diversas doenças, nomeadamente do foro oncológico”. Ao nível do envelhecimento, será possível “desenvolver novas fórmulas antioxidantes para protecção contra a acção nefasta dos radicais livres”. Foi, de resto, o elevado potencial para a Biomedicina que levou o Instituto Pasteur a associar-se à investigação.

 

A Royal Society concluiu que as culturas geneticamente modificadas são necessárias para uma agricultura mais sustentável 27/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Notícias — Hugo Azevedo @ 15:43

campo-de-soja[1][1]A Royal Society concluiu, num relatório publicado a 21 de Outubro de 2009, ser necessário que as  façam parte da solução para o desenvolvimento de uma agricultura global mais sustentável. A Academia das Ciências do Reino Unido concluiu também que deve ser promovida mais investigação em novas tecnologias para fazer face aos desafios futuros.

 

O relatório “Colher os Benefícios – Ciência e Intensificação Sustentável da Agricultura Global” foi produzido por uma equipa de especialistas em agricultura, em biologia de conservação e em biologia vegetal. O documento foca essencialmente aspectos técnico-científicos.

Prevê-se que em 2050 a população mundial tenha atingido 9 biliões de pessoas. A Royal Society considera que até lá é necessário que a produção de alimentos aumente em pelo menos 50 por cento e sem causar danos no ambiente.

Os padrões actuais de consumo, os impactos das alterações climáticas e o aumento da escassez de água e de solos viáveis tornam cada vez mais urgente a necessidade de aumento da produtividade agrícola. Os métodos de produção de cereais a utilizar serão por isso fundamentais para sustentabilidade ambiental, social e económica, principalmente nas zonas rurais dos países em desenvolvimento.

Este relatório analisa o papel vital das ciências biológicas nas práticas agrícolas para a intensificação da produção de cereais de forma sustentável. A Royal Society recomenda a implementação de um programa de investigação em áreas que têm sido negligenciadas nos últimos anos, incluindo a exploração de novos métodos agrícolas para o aumento da produtividade com a minimização simultânea dos impactos ambientais da sua utilização, assim como o desenvolvimento de variedades vegetais melhoradas, tanto através de métodos convencionais como de engenharia genética.

A Royal Society apela para a necessidade de inovação, ao aumento da investigação e do ensino na área das ciências agrárias, ao aumento de financiamento público e para a mudança de atitude na direcção da colaboração global, em particular com os agricultores dos países em desenvolvimento.

By: CienciaPT

 

I Jornadas de Bioengenharia 26/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Eventos — Hugo Azevedo @ 17:29

logo[1]27 e 28 de Novembro

 Faculdade de Engenharia do Porto (FEUP)

 

Inscrição:

(Inclui: entrada nas Jornadas para dia 27 e 28, pasta, livro de conferências, bloco, caneta, diploma/certificado de participação, fita com identificação, 4 coffee-breaks completos)

 

                    Até 2 de Novembro                  De 3 a 7 de Novembro

Estudantes (Licenciatura, Mestrado Integrado)                                             15€                                                 25€

Não-estudantes                                                                                        25€                                                 35€

 

 

Para inscrição e consultar o Programa cliquem AQUI

 

Bactérias que produzem energia 15/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Notícias — Hugo Azevedo @ 11:03

Investigadores portugueses estão a estudar proteínas de uma bactéria que consegue produzir energia ao entrar em contacto com resíduos sólidos que contêm metais, e que existem normalmente em lamas ou em águas residuais contaminadas.

 

Esta característica biológica pode vir a possibilitar, no futuro, a produção de electricidade de uma forma completamente amiga do ambiente.

 

O projecto é realizado em parceria com o MIT (Massachussets Institute of Technology) que descobriu as capacidades destes micro-organismos. Aos investigadores portugueses cabe o trabalho de perceber o seu funcionamento a nível molecular.
Catarina Paquete, uma das investigadoras do ITQB, o Instituto de Tecnologia Química e Biológica, em Oeiras, explica que nesta fase estão a “tentar perceber como é que as proteínas funcionam e que propriedades é que têm tão específicas que permitem fazer com que o organismo respire desta maneira.” Para isso, os investigadores usam diversas tecnologias “para perceber as propriedades fisico-químicas e perceber então como é que funciona a transferência electrónica nas proteínas e entre proteínas deste organismo.”

 

Do pouco que se sabe deste micro-organismo é possível perceber que se trata de uma bactéria com um metabolismo que se assemelha ao funcionamento de uma pilha normal, onde “há uma reacção química em que há transferência de electrões de um composto químico para um eléctrodo, neste caso é a bactéria no seu metabolismo normal, na sua respiração vai transferir electrões para um eléctrodo”, garante Ivo saraiva, outro investigador do ITQB.

 

Depois de perceberem exactamente como este micro-organismo funciona os investigadores poderão transferir esse conhecimento para um protótipo que produza energia. Nessa fase estarão aptos para receber o apoio da indústria, neste caso a EDP, que está interessada especialmente na aplicação desta biotecnologia em locais onde é difícil fazer chegar a electricidade.

 

By. SIC-FalarGlobal

 

BIOMEET 2009 15/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Eventos — Hugo Azevedo @ 10:31

image001A Associação Portuguesa de Bioindústrias APBio – organiza o BIOMEET 2009 4º Encontro Nacional de Empresas de Biotecnologia, que irá realizar-se no dia 19 de Outubro, no SANA Lisboa Hotel, em Lisboa.

 

No seguimento do sucesso alcançado pelas anteriores edições do BIOMEET, a APBio considera que a realização de um quarto encontro que traduza o crescimento e potencial da Biotecnologia Portuguesa é fundamental.

 

Esta será mais uma oportunidade para a reunião de todas as entidades envolvidas neste sector em Portugal, com o objectivo de promover o networking entre a indústria, a academia e as entidades ligadas ao Capital de Risco e ao Governo, nacionais e estrangeiros.

 

Uma vez mais o BIOMEET tem a honra do Alto Patrocínio do Presidente da República, o Professor Aníbal Cavaco Silva, contando com a participação dos oradores Riccardo Palmisano, Vice-Presidente e Director-Geral da Genzyme Itália, Willy De Greef, Secretário-Geral da EuropaBio – a Associação Europeia de Bioindústrias, e João Fernandes, Vogal do Conselho de Administração da Inovcapital. Tal como nas edições anteriores, o BIOMEET 2009 incluirá ainda um conjunto de apresentações de empresas portuguesas de biotecnologia e ainda um espaço de debate sobre o acesso a financiamento.

 

O BIOMEET 2009 estará enquadrado num contexto francamente internacional dedicado ao sector, uma vez que no mesmo local e na mesma semana (20 a 22 de Outubro) terá lugar o European Forum for Industrial Biotechnology – EFIB 2009, promovido pela EuropaBio, a Associação Europeia de Bioindústrias (http://www.efibforum.com). Para além do Fórum realizar-se-ão ainda eventos de partenariado co-organizados pela BIO-NET e a Enterprise Europe Network. Desta forma, prevemos que o BIOMEET 2009, por se afigurar como um evento satélite do EFIB, embora mantendo a sua autonomia, seja uma excelente oportunidade para promover as Empresas de Biotecnologia Portuguesas para um conjunto de entidades internacionais, nomeadamente potenciais parceiros, investidores e clientes.

 

 

Para mais informações, programa detalhado e inscrições no BIOMEET 2009 por favor consulte o site oficial em http://www.biomeet.org e esteja atento a novas informações no LinkedIn (BIOMEET 2009 Group).

 

Advanced Course – The second genome: mitochondrial genetics 15/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Eventos — Hugo Azevedo @ 09:58

2Genome[1]26-28 October

 

The second genome: mitochondrial genetics

– from genotype to phenotype and clinical expression –

 

Organizer:

Manuela Grazina

Faculty of Medicine of Coimbra and Centre for

Neuroscience and Cell Biology University of Coimbra

 

Pólo III – Subunidade I de Ensino

 

Teaching:

Manuela Grazina, PhD

Fernando Scaglia, MD, PhD

Robert Taylor, MD, PhD

Luisa Pereira, PhD

Francisco Corte-Real, MD, PhD

Luisa Diogo, MD

Carmo Macário, MD

Paula Garcia, MD

 

Fees: 250 €

 

 Programme and Registration HERE

 

Madalena Alves distinguida na Roménia 13/10/2009

Arquivado em: Biotecnologia, Notícias — Hugo Azevedo @ 10:41

25298[1]Professora da Universidade do Minho lidera um grupo de investigação científica em Biotecnologia Ambiental

 

A docente do Departamento de Engenharia Biológica da Universidade do Minho, Madalena Alves, foi distinguida com Doutoramento Honoris Causa pela Universitatea Technica “Gh. Asachi”, de Iasi, na Roménia. A professora – que pertence à Escola de Engenharia do pólo de Guimarães – é membro do Centro de Engenharia Biológica do Laboratório Associado do Instituto de Biotecnologia e Bioengenharia.

 

Madalena Alves lidera um grupo de investigação científica em Biotecnologia Ambiental, e é membro de organismos científicos internacionais. Como investigadora, centra a sua actividade nos processos anaeróbicos de tratamento de efluentes e resíduos com vista à optimização da produção de metano e/ou hidrogénio.

 

Madalena Alves venceu, em 2004, o prémio internacional Lettinga 2004 que é suportado por três empresas internacionais de biotecnologia ambiental e visa estimular a inovação nesta área.

 

Licenciada em engenharia química pela Universidade do Porto, Madalena Alves apresentou a melhor candidatura entre 30 de todo o mundo.

 

Madalena Alves iniciou a carreira como professora em 1988, concluiu o mestrado no Instituto Superior Técnico de Lisboa em 1992, e doutorou-se, seis anos depois, na Universidade do Minho.