Uma investigação de Darío Acuña-Castroviejo e Germaine Escames, professores do Instituto de Biotecnología do Centro de Investigación Biomédica de la Universidad de Granada, demonstrou que a melatonina, uma hormona natural segregada pelo corpo humano, é um excelente regulador do sono. Esta conclusão é um dos destaques da investigação empreendida durante vários anos para uma análise completa das propriedades da hormona produzida pela glândula endócrina pineal, servindo como corrector do ritmo sonho/vigília quando se altera o relógio biológico do Homem.
A melatonina está já a ser bastante utilizada pela indústria farmacêutica para medicamentos sintéticos derivados – que são considerados como uma ferramenta interessante para o tratamento de insónias, de tal modo que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou em 2007 o uso da melatonina como medida terapêutica.
Os investigadores da Universidade de Granada afirmam que melatonina “tem uma grande eficácia”, mas a sua administração deve ser feita “a determinadas horas do dia”, pois a ineficiência deve-se, “na maioria das vezes, a uma inadequada administração”.
Os autores do trabalho publicado na Revista de Neurología (2009) afirmam que a melatonina endógena (segregada pelo próprio organismo humano) “desempenha um importante papel no circulo do sono”, enquanto a melatonina exógena (fármaco) “influencia sobre aspectos do sonho como a latencia e qualidade”.
O uso da melatonina para regular o sonho não é o único trabalho realizado pelo Instituto de Biotecnologia da Universidade de Granada. Nos últimos anos, demonstraram que a substância tem também um papel no atraso do envelhecimento.
Notícia com base em comunicado no Alphagalileo
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