Biotecnologia – Portugal

Centro de pesquisa de microalgas em San Diego 30/01/2009

Filed under: Biotecnologia — Hugo Azevedo @ 23:44

algae-ucsdNa Califórnia, um grupo de cientistas de San Diego começam a fazer pressão para o estabelecimento de pólo multimilionário de investigação em biocombustíveis a partir de microalgas, o San Diego Center for Algae-based Biofuels (SD-CAB). O centro é apoiado pelo Cleantech San Diego, the Scripps Institution of Oceanography, The Scripps Research Institute, e a UC San Diego.

ucsdOs pesquisadores salientaram o apoio de duas empresas de San Diego, a General Atomics e a SAIC, que foram nomeadas pela Defense Advances Research Projects Administration (DARPA) para pesquisas na área das microalgas para produção de biocombustíveis. O projecto da SAIC’s ira receber 14.9 milhões de dólares, enquanto o projecto da General Atomics recebera 19.9 milhões de dólares.

Um total de 17 empresas estão integradas neste projecto e  para além disso San Diego é também a base da  Sapphire Energy, Synthetic Genomics,. Genomatics, HR Biopetroleum, Earthrise Farms, and Carbon Capture. O objectivo da SD-CAB é estabelecer um centro de pesquisa no campus da UC de San Diego que pretende liderar os esforços de tornar o  biocombustível de microalgas economicamente viável.

 

Porque não fazer o mesmo em Portugal? Temos as condições ambientais para um bom crescimento das microalgas, temos uma algoteca com um enorme potencial em Coimbra, e temos já também alguns investigadores com experiencia nesta área.

A criação de um centro de pesquisa de microalgas, não só para biocombustíveis, mas para também para aproveitamento dos seus outros metabolitos, seria uma mais valia para Portugal.

A sua localização geográfica seria um problema, uma vez que é em Coimbra que existe a matéria prima para a investigação, mas é no Algarve que existem as melhores condições para o seu cultivo, e é na UMinho onde estão muitos dos melhores investigadores em energias alternativas a trabalhar em Portugal.

Outra opção seria a criação de um organismo que liderasse as pesquisas em biocombustíveis em Portugal, e depois várias equipas de investigação nas mais diversas áreas, incluindo Bioetanol, Biodiesel, Bioqueroseno, entre outros.

As noticias para a área são bastante boas, com as declarações do presidente Obama, de apoio as energias renováveis e com o anuncio de incentivos de todos os governos mundiais a investigação em energias renováveis.

Deixo aqui a minha opinião sobre um tema que ainda esta ainda muito pouco esclarecido em Portugal.

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Biodiesel através dos resíduos da indústria dos curtumes 22/01/2009

Filed under: Biodiesel — Hugo Azevedo @ 23:24
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6-researchersi1Chama-se Fleshdiesel e é um projecto com duplo objectivo. Por um lado, pretende produzir Biodiesel através dos resíduos da indústria dos curtumes. Por outro, quer reduzir o volume de resíduos produzidos pela indústria. Aprovado em Dezembro e financiado pelo QREN, o projecto do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) já está em desenvolvimento e conta com parceiros industriais de renome como a Bioportdiesel e o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro.

 

O Instituto Superior de Engenharia do Porto juntou-se à Bioportdiesel, ao Centro Tecnológico das Indústrias de Couro (CTIC) e à Curtumes Fabrício para desenvolver o Fleshdiesel: um projecto que tem como grande objectivo produzir Biodiesel a partir de resíduos da indústria dos curtumes. 

 

 

 

 

O objectivo principal do projecto é a valorização de um dos principais resíduos da indústria dos curtumes, a raspa-tripa, produzindo a partir dele Biodiesel, óleos para engorduramento de peles e materiais proteicos para aplicação no curtume e acabamento de peles. Através do aproveitamento de materiais o Fleshdiesel vai ainda permitir reduzir os resíduos resultantes da Indústria dos Curtumes.

Dar-se-á particular importância à produção de biodiesel a partir da gordura, estudando duas opções: produção de biodiesel a partir da gordura refinada, sem mistura com outras gorduras; e produção de biodiesel através da mistura com outras gorduras animais. A produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas vegetais, essênciais à indústria alimentar, tem gerado uma grande especulação, que se reflecte num aumento elevado nos preços de soja, milho, etc., reflectindo-se isto no aumento de preço de bens alimentares. Sendo assim, a exploração de matérias-primas animais, sendo estas resíduos industriais, cujo destino habitual é a deposição em aterro, tem todo o interesse, e torna esta componente do projecto FleshDiesel, a mais importante

Para cumprir este objectivo, os resíduos fornecidos pela indústria, neste caso pela Curtumes Fabrício, serão tratados a nível laboratorial para desenvolver os processos de produção adequados. Esta fase será dividida entre o ISEP e o CTIC. Esta fase passara certamente  pela aplicação de tecnicas biotecnologicas. A fase seguinte será dedicada a ensaios à escala piloto ou industrial nas empresas parceiras: Curtumes Fabrício e Bioportdiesel, tendo em vista a sua implementação efectiva. 

 

I-techpartner GrowthAcademy 15/01/2009

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Está a desenvolver Projectos de Investigação nos sectores das Ciências da Vida, Novos Materiais e Biotecnologia?
Gostava de valorizar a vertente comercial dos resultados dos seus projectos de investigação bem como delinear novas estratégias para obtenção de financiamento e parcerias? 

 

A Universidade de Coimbra, através do seu Gabinete de Apoio às Transferências do Saber (GATS.UC), está a identificar Projectos de Investigação nos sectores das Ciências da Vida, Novos Materiais e Biotecnologia para poderem integrar o evento “I-techpartner GrowthAcademy” que irá decorrer nos dias 29 e 30 de Janeiro na Universidade de Coimbra – Dep. Eng.Mecânica da FCTUC.

Ao participar neste evento terá oportunidade de receber de forma gratuita Coaching de peritos internacionais de inovação nos sectores das Ciências da Vida, Novos Materiais e Biotecnologia, no sentido de valorizarem a vertente comercial dos resultados dos seus projectos de investigação bem como de delinearem novas estratégias para obtenção de financiamento e parcerias, usufruindo das seguintes vantagens:

  • Apresentar os resultados do ser projecto de investigação nos domínios científicos acima referidos a um pequeno grupo de empresários, investigadores e peritos de inovação;
  • Receber feedback directo de todos os membros do grupo que procurarão dar apoio na valorização dos resultados apresentados;
  • Ter quatro sessões individuais de coaching, na qual poderá obter um maior conhecimento acerca da forma como deve promover e apresentar o seu projecto, de forma a conseguir tirar o máximo partido da sua apresentação em termos de obtenção de investimentos e parcerias;
  • No primeiro dia, com o apoio do seu coacher e com um plano de actividades concreto irá ser trabalhada a apresentação a efectuar. No segundo dia os peritos irão trabalhar com os investigadores, na identificação de potenciais contactos empresariais e delineando novas estratégias para a comercialização da sua tecnologia.

Caso esteja interessado em participar neste evento apresentando os resultados do seu projecto de investigação, vimos solicitar que nos fizesse chegar uma declaração de interesse até ao dia 15 de Janeiro de 2009 para este endereço de email:  lauraalho@ci.uc.pt.

 

Biodiesel apartir de microalgas 07/01/2009

Filed under: Biodiesel — Hugo Azevedo @ 18:45
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Produzir biodiesel a partir de óleos de microalgas é já feito em todo o mundo, inclusive em Portugal,  pela empresa Algafuel, mas ainda há muito para se descobrir e optimizar neste processo.

É o que se esta a fazer em Coimbra na FCTUC onde uma equipa de investigadores identificou 6 microalgas com enorme potencial de produção de biodiesel.

Os primeiros resultados da investigação, que teve início em Março de 2008, são muito promissores. Uma estirpe está já em teste num Bio-reactor de grande capacidade (equipamento desenvolvido pela equipa para fornecer as condições óptimas para o rápido crescimento das microalgas), gerando elevada quantidade de óleos para produção de biodiesel.

 

Nos próximos meses, os investigadores vão testar as outras 5 estirpes com elevado conteúdo em óleos, optimizar o processo de produção de óleos e a instalação piloto, para aplicação em grande escala, com a finalidade de expandir para o mercado esta nova tecnologia. O projecto tem como objectivo mínimo uma produção média de 90.000 litros/hectare/ano.

 

Esta investigação assume particular importância porque, assegura a coordenadora do projecto, Lília Santos, “é uma excelente oportunidade económica para o país. Até aqui a produção de biodiesel tem sido feita com óleos vegetais convencionais, mas estudos recentes mostram que, para produzir quantidades suficientes para a comercialização, é necessário recorrer a práticas agrícolas intensivas insustentáveis. Produzir biodiesel a partir microalgas é muito mais rentável porque as microalgas podem ser cultivadas em solos inadequados para agricultura, crescem rapidamente e apresentam maior produtividade. Além disso, sendo as microalgas um sorvedouro de dióxido de carbono, podem ser alimentadas com o CO2 emitido pelas unidades industriais, contribuindo para o cumprimento das metas de emissão de gases com efeito de estufa a que Portugal está obrigado pelos vários tratados e convenções ratificados pelos Estados Membros da União Europeia”

 

O projecto em curso tem ainda outras potencialidades, adianta a bióloga da FCTUC, “os óleos que não forem aproveitados para produção de biodiesel terão, com toda a certeza, outras aplicações, como por exemplo na indústria alimentar no âmbito de uma alimentação saudável”.

 

Para além dos biólogos, a investigação tem o apoio de uma equipa de investigadores da Engenharia Química da FCTUC, liderada por António Portugal, na identificação e caracterização dos óleos produzidos pelas microalgas.