Biotecnologia – Portugal

Seminar on Biosecurity on Dual-use risks 20/11/2009

Filed under: Biotecnologia,Eventos — Hugo Azevedo @ 20:14

Department of Life Sciences and CES University of Coimbra

23 November 2009

  

Organized by

Department of Life Sciences and CES, University of Coimbra, Portugal

Landau Network – Centro Volta (LNCV), Italy*

Bradford Disarmament Research Centre, University of Bradford (BDRC), UK*1

  

Morning Session, 9:30 – 12:30 

 

· Introduction: Project Presentation and Outline of the Seminar

o Background of speakers, of Landau Network-Centro Volta and Bradford Disarmament Research Centre

o Project and rationale on Biosecurity and Dual Use Education and Awareness Raising

o Outline of the Seminar

· Questions of security related to the life sciences

· Definitions

o Biological Weapons

o Biosecurity

o Biosafety

o Dual-Use

· The historical prohibition on poisonous, biological and toxin weapons

· History of Biological Weapons: State Programmes and Bioterrorism

· Legal Aspects

o The international Prohibition regime

The Biological and Toxin Weapons Convention: development, the Intersessional Process, Meetings, the compliance system.

Mention of other disarmament agreements including the Chemical Weapons Convention

The United Nations Security Council Resolution 1540

o European Union

Dual-use export controls regulations in the EU

The EU Institutional Framework: the Common Foreign and Security Policy

The Common Security Strategy

o National legislation cases

· Dual-use

o Dual-use risks and the dual-use “dilemma”

o Possible dual uses of new technologies in the contemporary period including: aspects of Biodefence; Biocontrols; the so called Non Lethal Weapons; anti materiel weapons; delivery capabilities; mass production capabilities.

o Latest scientific developments from the BTWC perspective.

o Comparison with nuclear dual-use?

o Dual-use examples for discussion

The “Mousepox experiment”

The recreation of the 1918 Spanish flu virus

· The existing policy making processes

The UN, EU and national governments

WHO, OECD

Entities financing research

· Engaging in a cooperative “Web of Prevention” o The role of the scientists in raising public awareness and in participating to the policy making.

Afternoon Session, 14:30 – 17:30

Discussion and debate

  • · History of Biological Weapons
  • · Potential use of biological science and technologies for hostile purposes
  • · Discussion of dual-use experiments
  • · Engagement of scientists

 Mais informações Aqui

Inscrições gratuitas, para este mail: mmfm@bot.uc.pt

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Laboratório médico descartável

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 19:53

O estudo de complexos processos celulares e diagnóstico médico associados a tecnologias não é novidade, mas a concentração de várias análises de doenças baseada num chip de silício descartável é um projecto pioneiro que dá mais um avanço na Biotecnologia – da autoria de Luc Gervais e Emmanuel Delamarche, cientistas dos laboratórios da IBM Zurique (Suíça).

 

Esta unidade de transmissão de informação recentemente desenvolvida “funciona de forma autónoma e não necessita de nenhuma componente eléctrica; é rápida, precisa, portátil e a técnica de diagnóstico requer uma quantidade microscópica de amostra”, asseverou Luc Gervais ao «Ciência Hoje» («CH»).

Quando desenharam a patente – baseada em quase três anos de pesquisa e desenvolvimento –, os investigadores tiveram em conta não só a flexibilidade quanto à forma, mas também quanto ao uso. O chip é tão pequeno que “pode ser incorporado, dependendo da aplicação, num cartão de crédito, numa caneta ou em algo semelhante a um teste de gravidez”, continuou.

Chip pode ser integrado em cartão de crédito ou caneta (ilustração de Luc Gervais)

Estes cientistas suíços, com formação multidisciplinar – em Química, Física e Bioengenharia – consideram que este “é o sonho de diagnóstico”: a microestrutura é descartável e evitam-se assim “erros de análise e possíveis contaminações”, acrescentou Delamarche. E pode ser utilizada “em qualquer lugar”: junto do utente, em ambulâncias, na floresta ou acampamentos, etc. e chegar-se a um resultado com alguma rapidez. “O teste é tão simples que poderia ser utilizado pelo próprio paciente”, disse ainda o co-autor ao «CH».

A tecnologia foi desenvolvida em colaboração com o Hospital Universitário de Basel, na Suíça e a ideia surgiu em conversa com um especialista em doenças cardíacas daquela instituição, após um seminário que decorreu nas instalações da IBM sobre «Microscopia e Análises através de Sistemas», em 2004.

Segundo Delamarche, o médico referiu que “após um ataque cardíaco é difícil prever se o paciente vai sofrer um acidente vascular cerebral ou não e por isso, existia a necessidade de se criar um sistema de análise mais rápido e prático”.

A ideia de laboratório foi testada com parceiros da área da saúde, mas igualmente com académicos e beneficiaram do apoio de uma organização que promove a inovação na Suíça – um dos investigadores, em fase de conclusão de tese de doutoramento, obteve a ajuda para o desenvolvimento de tecnologias de ponta.  

Chip microfluído

A leitura é feita num microscópio ou leitor fluorescente, comummente encontrado nos hospitais (do tamanho de um telefone). O chip de silício é microfluído, ou seja, funciona como uma “bomba capilar” – utiliza a força capilar (semelhante à absorção de uma toalha quando mergulhada na água) para analisar pequenas amostras de soro ou sangue para detectar a presença de marcadores de doença, normalmente proteínas e que podem detectar várias doenças: alergias, doenças cardíacas, entre outras.

Chip de silício microfluído (Imagem: cortesia IBM)

O dispositivo (que mede um por cinco centímetros, contém conjuntos de canais com micrometros de largura) poderia testar a amostra imediatamente após um ataque cardíaco, “permitindo ao médico agir rapidamente e prever a taxa de sobrevivência dos pacientes”. O diagnóstico demora apenas um minuto, mas se se tratar de processos mais complexos, a leitura do marcador poderá levar mais tempo.

Os investigadores dos laboratórios da IBM desenvolveram ainda “uma biblioteca de bombas capilares de modo que os testes que necessitam de uma variedade de volumes de amostra ou tempos de teste possam ainda ser feitos sem a necessidade de re-projectar todo o dispositivo”.

Luc Gervais e Emmanuel Delamarche resumem: “A nossa ideia é simples. Queremos implantar vários exemplos de testes num único chip e que facilitar a vida aos médicos, com um objecto descartável que possa ser usado próximo do paciente e que lhes permita obter uma resposta com bastante rapidez”. Além de diagnosticar doenças, a microestrutura também tem flexibilidade para testar agentes perigosos, químicos e biológicos. O estudo será a capa da edição de Dezembro de 2009 da revista «Lab on a Chip».

Biosensor malaio

Já cientistas do Instituto de Bioengenharia e Nanotecnologia, na Singapura, tinham desenvolvido um sistema de análise genético para efeitos de investigação criminal – o “nanogap sensor”.

Esta nanotecnologia também ela ajuda a detectar e diagnosticar doenças como cancro, problemas cardiovasculares e vírus infecciosos, através de um par de eléctrodos de metal de tamanho microscópico separados por um nanogap, do tamanho de um cabelo humano (1/50,000), combinado com provas químicas especiais para capturar pequenos segmentos de DNA.

By: Ciênciahoje

 

Ultrapassar o crivo do sistema imunitário sem baixar as defesas 15/11/2009

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 13:30

36823[1]Tecnologia de apoio a transplantes de fígado, desenvolvida por empreendedores portugueses, foi premiada no Texas em competição internacional.

 

A equipa constituída por Luís Graça, Marta Monteiro e David Cristina (que foi um dos responsáveis pelo podcast Ciência Hoje), investigadores do Instituto de Medicina Molecular (Universidade de Lisboa) e do Instituto Gulbenkian de Ciências, arrecadou o segundo lugar na conceituada competição Idea to Product® organizada pela Universidade do Texas em Austin.

 

Trata-se de uma competição de planos de comercialização de tecnologias embrionárias que visa premiar ideias originais de produtos dirigidos a uma necessidade de mercado bem definida, baseados em tecnologias inovadoras. Marta Monteiro caracterizou a experiência como “uma oportunidade única para obter feedback de alguns dos maiores especialistas internacionais relativamente à nossa ideia de negócio” e de “aperfeiçoar a nossa capacidade de explicar o nosso produto e modelo de negócio”.

Durante a sua estadia em Austin, a equipa lusa viu seu projecto ser elogiado por empreendedores e especialistas em capital de risco por ser altamente passível de ser financiado. “O retorno foi extremamente positivo”, diz Marta.

A tecnologia é uma terapia celular inovadora que permite diminuir significativamente os problemas associados aos transplantes de fígado: evitar a rejeição e reduzir os efeitos secundários nefastos das actuais terapêuticas. Esta tecnologia está actualmente em fase de prova de conceito com resultados bastante promissores.

Luís Graça explica que “neste momento, o grande obstáculo ao sucesso da transplantação não é a cirurgia em si mas antes conseguir evitar a rejeição pelo sistema imunitário. Os medicamentos actuais diminuem a acção do sistema imunitário diminuindo o risco de rejeição, mas em contrapartida deixam o organismo susceptível a infecções graves e cancro.”

 

A tecnologia apresentada a concurso permite, em transplantes de fígado, restringir a diminuição da acção do sistema imunitário apenas ao órgão transplantado. Deste modo, o organismo não fica com as suas defesas gerais comprometidas.

Os investigadores portugueses contaram com o apoio da COTEC (programa COHiTEC) na avaliação das aplicações da sua tecnologia, que pretendem agora desenvolver através da criação de uma companhia de biotecnologia – Acellera Therapeutics. David Cristina explica que vão seguir “um modelo clássico de desenvolvimento de terapêuticas, procurando parcerias estratégicas, inicialmente com capital de risco e, mais tarde, com grandes farmacêuticas”.

Mediante o estabelecimento de novas parcerias que permitam reunir o financiamento necessário, a Acellera Therapeutics pensa chegar às fases de ensaios pré-clínicos nos próximos dois anos.

O prémio obtido nesta competição internacional que visa educar e desenvolver a próxima geração de empreendedores veio, pois, distinguir a tecnologia portuguesa como uma das com maior potencial para investimento e aplicação a nível internacional.

by: CiênciaHoje

 

Base de dados global para identificação de espécies a partir do DNA 12/11/2009

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:17
 

 O plano científico internacional Código de Barras da Vida pretende criar uma base de dados global de identificação das espécies a partir de sequências curtas de DNA, com lançamento previsto para Julho do próximo ano.

 

                                
O director científico do projecto, Paul Hebert, considera que esta é a “ocasião ideal” visto que 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade e adianta que já existe um acordo sobre como identificar as espécies vegetais, cujo sistema é mais complexo do que o dos animais.

A partir dessa data, e durante cinco anos, serão investidos 150 milhões de dólares para identificar 500 mil espécies mediante os seus genes e introduzir cinco milhões de registos na base de dados. A iniciativa pretende combinar as capacidades dos países mais prósperos com a riqueza natural dos menos desenvolvidos. 

Este anúncio foi transmitido na III conferência internacional “Barcode of life”, que reúne 400 cientistas de 45 países na Academia Mexicana de Ciências até dia 13 de Novembro.

Para Hebert, o planeta está destinado a um fim trágico se não começa a conhecer melhor os seus recursos. Esta sua constatação tem por base um estudo recente em que o investigador Pavan Sukhdev prevê uma considerável diminuição da diversidade da flora e da fauna até 2050, caso não se aposte em conhecer melhor o meio natural e não se tome medidas para o proteger.

“Quem trabalha na área acredita que um terço da biodiversidade da Terra pode estar extinta até ao final do presente século, pelo que é necessário apoiar este projecto”, sublinhou Paul Hebert.

Actualmente, estão classificados, através dos métodos taxonómicos tradicionais, 1,5 milhões de espécies, entre elas 55 mil vertebrados, 100 mil plantas e 1,3 milhões de fungos e microrganismos celulares.

 

Melatonina ajuda ao sono Revela estudo de Darío Acuña-Castroviejo e Germaine Escames 10/11/2009

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 23:14

36675[1]Uma investigação de Darío Acuña-Castroviejo e Germaine Escames, professores do Instituto de Biotecnología do Centro de Investigación Biomédica de la Universidad de Granada, demonstrou que a melatonina, uma hormona natural segregada pelo corpo humano, é um excelente regulador do sono. Esta conclusão é um dos destaques da investigação empreendida durante vários anos para uma análise completa das propriedades da hormona produzida pela glândula endócrina pineal, servindo como corrector do ritmo sonho/vigília quando se altera o relógio biológico do Homem.

 

A melatonina está já a ser bastante utilizada pela indústria farmacêutica para medicamentos sintéticos derivados – que são considerados como uma ferramenta interessante para o tratamento de insónias, de tal modo que a Agência Europeia do Medicamento (EMEA) autorizou em 2007 o uso da melatonina como medida terapêutica.

 

Os investigadores da Universidade de Granada afirmam que melatonina “tem uma grande eficácia”, mas a sua administração deve ser feita “a determinadas horas do dia”, pois a ineficiência deve-se, “na maioria das vezes, a uma inadequada administração”.

 

Os autores do trabalho publicado na Revista de Neurología (2009) afirmam que a melatonina endógena (segregada pelo próprio organismo humano) “desempenha um importante papel no circulo do sono”, enquanto a melatonina exógena (fármaco) “influencia sobre aspectos do sonho como a latencia e qualidade”.

 

O uso da melatonina para regular o sonho não é o único trabalho realizado pelo Instituto de Biotecnologia da Universidade de Granada. Nos últimos anos, demonstraram que a substância tem também um papel no atraso do envelhecimento.

 

Notícia com base em comunicado no Alphagalileo