Biotecnologia – Portugal

Leite de coelha geneticamente modificado pode ser benefico para doentes cardiovasculares 26/01/2010

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 16:28

Caged laboratory rabbit awaiting experimentation |Credit: KLAUS GULDBRANDSEN / SCIENCE PHOTO LIBRARY

 

Investigadores holandeses descobriram que leite de coelha geneticamente modificado pode ter efeitos positivos para quem sofre de doenças cardiovasculares. A notícia foi divulgada no diário britânico «The Times».

 

Há uma exploração na Holanda que já está a produzir este tipo de leite. Os coelhos foram geneticamente modificados para o seu leite incluir um gene humano e o conteúdo de uma proteína – o inibidor C1, que ajuda a controlar inflamações no corpo.

 

Até agora, esta proteína era extraída do sangue humano e de outros animais. Mas esse processo era muito caro e arriscado. Havia o perigo de infecção com o vírus da sida ou com a CJD (variantes humana da doença das vacas loucas).

 

O leite de coelha foi já experimentado em 200 pacientes. Provou-se que ajuda a prevenir a rejeição em transplantes de órgãos e ajuda na regeneração do tecido danificado após um acidente vascular cerebral e ataques cardíacos.

 

Serve também para tratar doenças hereditárias do sistema imunitário, tais como angioedema, causada pela falta de C1.

 

Os investigadores acreditam que esta terapia pode transformar positivamente a vida dos pacientes. Mas para isso é preciso esperar a luz verde dos reguladores sanitários europeus.

 

Se tudo correr como previsto, comercialização começa no final deste ano.

 By: CiênciaHoje

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Luvas biodegradáveis para uso industrial

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:59

A bolseira do projecto, Adelaide Araújo

 

Com o objectivo de resolver um problema ambiental, provocado pelos actuais materiais usados na confecção das luvas de protecção industrial, apostando na criação de um produto inovador, cem por cento biodegradável, a Multinacional Marigold Industrial (um dos grupos líderes mundiais na produção de luvas para uso industrial) contactou a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra para parceira no projecto.

 

A equipa de I&D da empresa já desenvolveu um fio natural para a tricotagem deste tipo de luvas, muito utilizadas, por exemplo, nas indústrias automóvel e metalúrgica, mas a grande dificuldade residia em conceber um revestimento biodegradável para substituir o polímero sintético utilizado presentemente.

 

Confrontado com o problema, o grupo de investigação em polímeros da FCTUC, liderado pela catedrática Maria Helena Gil, realizou diversos estudos, recorrendo a polímeros naturais (proteína de soja, amido e quitosano, entre outros), que originaram uma gama de novos materiais biodegradáveis, cujos ensaios realizados apresentaram resultados muito positivos, sendo agora necessário “optimizar o processo”.

 

Adelaide Araújo, bolseira do projecto, explica que “é preciso melhorar as propriedades mecânicas do revestimento porque as luvas de protecção industrial têm requisitos muito exigentes: resistência a altas temperaturas, à corrosão, à água e um elevado nível de aderência aos objectos, entre outros, para garantir a máxima segurança aos utilizadores”.

 

Financiado pelo QREN – Quadro de Referência Estratégico Nacional, o projecto, denominado ‘Biodegrad glove’, começou a ser desenvolvido há um ano e, dentro de dois, a nova luva de protecção industrial, totalmente biodegradável, deverá estar pronta a entrar no mercado.

 

“Além de financeiramente viável, este produto inovador vai resolver um problema ambiental porque os revestimentos actuais são geralmente feitos à base de polímeros sintéticos (plástico) não degradáveis e tóxicos”, afirma Adelaide Araújo, acrescentando que “a transferência de conhecimento das universidades para a indústria é essencial. As parcerias com o tecido empresarial são estratégicas para a competitividade económica de qualquer país”.

 By: CiênciaHoje

 

Britain must launch GM food revolution, says chief scientist 18/01/2010

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 17:20
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Agricultural research| Credit: MAXIMILIAN STOCK LTD / SCIENCE PHOTO LIBRARY

Britain must embrace genetically modified crops and cutting-edge developments such as nanotechnology to avoid catastrophic food shortages and future climate change, the government’s chief scientist will warn today.

In the clearest public signal yet that the government wants a hi-tech farming revolution, Professor John Beddington will say UK scientists need to urgently develop “a new and greener revolution” to increase food production in a world changed by global warming and expected to have an extra 3 billion people to feed by 2040.

“Techniques and technologies from many disciplines, ranging from biotechnology and engineering to newer fields such as nanotechnology, will be needed,” writes Beddington in a paper, seen by the Guardian, to accompany his speech to the Oxford farming conference.

He warns that time lags for the use of new technology on farms means action is vital now and argues that it is no longer possible to rely on improving yields from crops in traditional ways. “Over the last 50 years improving yields has accounted for 75% of increase in output. However, yield growth rates are now slowing,” he says.

Instead, he argues that new technologies such as GM will be critical in meeting economic, environmental and social goals. Beddington says the revolution is needed primarily to counter climate change and help provide food for the 9 billion people worldwide expected within 30 years.

“It is [also] predicted that demand for energy will rise by around 50%, and for fresh water by 50%, all of which must be managed while mitigating and adapting to climate change. This threatens to create a ‘perfect storm’ of global events,” he says.

The government has wanted GM crops to be much more freely grown for many years but has been reluctant to reopen the debate following intense campaigns against the technology by environment and development groups in the 1990s.

Although Beddington has spoken in support of GM before, his keynote speech – to a conference of farmers and supermarkets – shows that ministers believe it is time to accelerate the debate on the issue.

 

Maize grown under biodegradable plastic| Credit: ALEX BARTEL / SCIENCE PHOTO LIBRARY

Intense lobbying by food companies

, the growing significance of climate change, recent international food crises and a major independent Royal Society report have all helped to give the government the authority to put GM back on the national agenda.

For six months the government has been preparing the way with a series of reports on consumer opinion. Announcements from the Department for the Environment, Food and Rural Affairs (Defra) over the summer also began to frame GM as a new moral imperative in feeding the world. The Cabinet Office strategy unit also highlighted GM as an urgent domestic issue back in the summer of 2008. It said: “Consumer confidence in UK regulations, regulators and food supplies might be prejudiced if GM feed was found in systems claiming to be GM-free or if non-authorised varieties were detected in the UK food chain. If non-authorised material is found, there are also significant cost implications associated with recall.”

The assumption that new technology is the answer to the global food crisis is expected to be fiercely challenged by development and environmental charities campaigners who accuse the government of not having looked at the real causes of the global food crisis.

They point out that an UN-sponsored four-year review, involving more than 400 international scientists and chaired by Defra’s own chief scientist, Professor Robert Watson, concluded in 2007 that GM technologies were unlikely to have more than a limited role in tackling global hunger.

According to the Watson-led review, the scientific evidence on the claimed benefits of GM suggests they are variable, with increases in yield in some areas but decreases in others, and both greater and lesser pesticide use in different contexts. But crucially it concluded that global hunger is as much to do with power and control of the food system as with growing enough food.

Yesterday, Hilary Benn, the environment secretary, launched the government’s food strategy for the next 20 years. He told the Oxford conference that Britain must grow more food in a different way to respond to rising temperatures and world populations. “Food security is as important to this country’s future wellbeing – and the world’s – as energy security. We need to produce more food.

“We need to do it sustainably. And we need to make sure that what we eat safeguards our health,” he said.

BY: The Guardian

 

Descoberta bactéria que transforma CO2 em Metano 07/01/2010

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 09:50

Investigadores japoneses descobriram um meio de transformar o dióxido de carbono captado e armazenado no solo em metano, o que pode ajudar a combater o efeito estufa e a fabricar gás natural. Os cientistas da Agência de Ciências e Tecnologias Marítimas e Terrestres do Japão sustentam ter reforçado um germe que, no seu estado natural, realiza já esta transformação, o que torna o processo mais célere. Esta bactéria foi descoberta ao largo das costas setentrionais da grande ilha japonesa de Honshu, no solo oceânico.

 

Introduzida debaixo de solo com dióxido de carbono (CO2) armazenado, a uma profundidade de dois mil a quatro mil metros, a bactéria transforma este gás em metano (CH4), o que permite fabricar gás natural.

“A maior dificuldade é reforçar a bactéria para acelerar a geração do metano”, explicou um porta-voz da agência.

No seu estado natural, esta transformação demora vários milhares de anos, mas os investigadores esperam desenvolver técnicas que permitam reduzir este período para uma centena de anos.

Caso seja desenvolvida com eficácia, esta técnica pode encorajar os partidários da captação e armazenamento de CO2 sob o solo, uma das grandes esperanças na luta contra o efeito estufa, cuja causa principal é precisamente a emissão de dióxido de carbono para a atmosfera.

Experimentada em vários locais do globo por diferentes empresas, esta tecnologia consiste em captar o CO2 emitido pelas centrais térmicas e colocá-lo sob a terra ou no fundo dos oceanos, para impedir a sua difusão na atmosfera.

Os ecologistas têm alertado para a possibilidade de este dióxido de carbono regressar à superfície em bolhas de gás, no caso de abrirem fendas nos locais de armazenamento.

O sistema agora proposto pelos investigadores nipónicos permite, em parte, responder a estas críticas ao possibilitar uma erradicação mais rápida do CO2.

 

 

Opinião:

 

Neste processo a biotecnologia terá um papel fundamental, depois de se conhecer bem esta via metabólica e conhecer os genes responsáveis por esta, poderá se transformar uma bactéria mais eficiente e aumentar assim a velocidade e eficiência da reacção.

 

A meu ver esta tecnologia poderá ate no futuro ser utilizada a superfície e o metano ser armazenado em recipientes próprios, e queimado de seguida para a produção de energia, e esta energia seria limpa, uma vez que teria um impacto de CO2 nulo, aquele que seria usado para produzir o metano seria o mesmo libertado a quando da sua queima. Esta poderá a ser uma forma limpa e economicamente viável de produzir energia num futuro próximo graças a Biotecnologia.