Biotecnologia – Portugal

Primeiro ensaio clínico com células estaminais embrionárias humanas começou nos EUA 12/10/2010

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 10:57

Médicos dos Estados Unidos começaram a tratar, pela primeira vez, um doente com células estaminais humanas, no quadro de um ensaio clínico autorizado, anunciou a empresa de biotecnologia Geron Corporation.

 

 “O início do ensaio clínico GRNOPC1 é uma etapa importante para as terapias humanas baseadas nas células estaminais embrionárias”, sublinhou, em comunicado, o presidente da empresa, Thomas Okarma.

O principal objectivo deste ensaio clínico, designado como Fase 1, é o de avaliar a segurança e a tolerância a estas células por pessoas paralisadas depois de feridas na espinal-medula.

  

Os participantes neste estudo devem ter sido feridos recentemente e receber os GRNOPC1 num período inferior a 14 anos, adiantou a Geron.

O primeiro paciente foi seleccionado no Centro Shepherd de reabilitação e investigação de ferimentos na espinal medula de Atlanta, no Sudeste dos EUA. Este é um dos sete centros de recrutamento potencial de doentes nos EUA para este ensaio clínico.

    

“Quando começámos a trabalhar no projecto, em 1999, muitos previram que se passariam várias décadas antes de as terapias celulares serem aprovadas para ensaios clínicos em humanos”, lembrou a Geron. A agência federal dos medicamentos FDA (Food and Drug Administration) deu a sua autorização à Geron em Janeiro de 2009.

O objectivo do ensaio é injectar células derivadas de células estaminais embrionárias humanas em voluntários paralisados, na esperança de que possam regenerar as células nervosas deterioradas e, potencialmente, permitir à pessoa paralisada recuperar a sensibilidade e a faculdade de movimento.

By: JN

 

One Response to “Primeiro ensaio clínico com células estaminais embrionárias humanas começou nos EUA”

  1. Sara Lopes Says:

    Finalmente, vê-se que as mentalidades começam a ficar mais abertas. É bom ver que chegou o dia em que pessoas incapacitadas podem ser curadas assim, só espero é que não demorem muito tempo a começar os ensaios clínicos em pacientes com Alzheimer.


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