Biotecnologia – Portugal

Empresa de Biotecnologia adquiriu um terreno na zona industrial de Cantanhede, com uma área de 40.000 metros quadrados 01/02/2011

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 17:25

A Sociedade Consumo em Verde – Biotecnologia das Plantas SA (CEV), com sede no Porto, adquiriu um terreno na zona industrial de Cantanhede, com uma área de 40.000 metros quadrados, onde vai expandir a sua actividade industrial com a construção de uma unidade de produção de fungicidas a partir do tremoço. Segundo o nosso Jornal apurou, esta empresa vai investir em Cantanhede 20 milhões de euros nos próximos quatro anos e deverá criar cerca de 35 postos de trabalho.
A Câmara de Cantanhede, vendo a mais-valia que este investimento representa para o concelho, não hesitou em disponibilizar o terreno àquela empresa nortenha e aprovou por unanimidade a cedência de 40.000 metros quadrados por um preço relativamente baixo/acessível, arrecadando 240 mil euros, ou seja, seis euros por metro quadrado.

  

«Cantanhede vai ser o primeiro rosto da Consumo em Verde e, dentro de poucos dias, vamos formalizar a escritura de compra e venda do terreno, para avançar com a obra logo a seguir», confirmou ontem ao Diário de Coimbra Mário Pinto, um dos administradores da sociedade.
Este responsável, aliás, confirmou ao DC os valores envolvidos neste investimento e garantiu que em meados do próximo ano, esta unidade já estará pronta a funcionar numa primeira fase. Ontem mesmo, os responsáveis da Consumo em Verde estiveram a analisar os vários projectos da unidade a criar em Cantanhede e Mário Pinto garantiu que a opção «está praticamente escolhida», o que significa que o projecto está em fase «muita adiantada» e que vai ser uma realidade em Cantanhede.

   

Através de Mário Pinto ficámos a saber que a Sociedade Consumo em Verde – Biotecnologia das Plantas SA, foi a primeira empresa que participou na segunda fase do programa COHiTEC, ou seja, a CEV vai produzir em Cantanhede um fungicida bioquímico extraído de uma planta comestível (tremoço) e que possui um poderoso efeito bioestimulante sobre as plantas, além de uma forte actividade fungicida.
O ingrediente activo deste fungicida bioquímico é uma proteína que foi descoberta por um grupo de investigadores do Departamento de Botânica e Engenharia Biológica do Instituto Superior de Agronomia e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica, os quais são os promotores do projecto, Ricardo Boavida Ferreira, Virgílio Borges Loureiro e Sara Monteiro, todos ligados a esta sociedade.

    

O investimento neste projecto ascende a 12,4 milhões de euros e foi assegurado por um consórcio de empresas portuguesas que incluem a Change Partners, a COFIHOLD e a Promotor. De entre as principais características do produto a comercializar pela empresa destacam-se a sua elevada eficácia (comparável à dos fungicidas obtidos por síntese química) e o seu largo espectro de acção. Estas características foram já comprovadas em testes de campo para um conjunto alargado de culturas e fungos. A primeira fase de desenvolvimento da empresa vai centrar-se na realização de testes de campo e em clientes-piloto para novas culturas e fungos.

by: Diário de Coimbra