Biotecnologia – Portugal

salmão transgénico prestes a ser aprovar para comercialização nos EUA pela FDA 28/12/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:32
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A agência Food and Drug Administration (FDA), que regula e supervisiona a segurança alimentar e os medicamentos, afirmou que os salmões transgénicos, estão a ser produzidos pela empresa Aquabounty, é seguro como alimento e não causará grande impacto ambiental, abrindo assim a porta à aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para consumo humano.

aquabounty[1]O salmão transgénico cresce duas vezes mais rápido do que o normal e os seus críticos já o baptizaram como “frankenpeixe” (alusão ao monstro de Frankenstein). Estes temem que o peixe possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgénica procriar na natureza. A FDA fará ainda uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas acreditam que estas declaração foram o último passo antes da aprovação.


A empresa Aquabounty gastou mais de 67 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de euros) para desenvolver este peixe, tendo igualmente desenvolvido medidas de protecção contra problemas ambientais. Uma delas é a criação de apenas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena percentagem possa reproduzir-se, admitem.
Transgenic%20vs%20non-transgenic%20siblings%20CREDIT%20AquaBounty[1]

Salmão trangénico da Aquabounty comparado com um não trangénico com a mesma idade


Este salmão transgénico recebeu um gene da hormona de crescimento do salmão do Pacífico, que se mantém funcional o ano inteiro devido a outro gene de um peixe similar à enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.Ainda não se sabe se o público aprovará o peixe, mesmo dando a FDA o seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem chegar a saber que estão a comprar peixe transgénico, já que o produto não será acompanhado de qualquer aviso, caso seja decido que possui as mesmas propriedades do convencional.By: Ciência Hoje
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Produzido bioetanol a partir da alfarroba em projecto na Univerisade do Algarve

Filed under: Biodiesel,Notícias — Hugo Azevedo @ 12:42

A Universidade do Algarve (UAlg) apresentou os resultados de investigação do projecto «Alfaetílico – Bionergia de segunda geração». Foi durante o «Local Technology Meeting» que Maria Emília Costa, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da UAlg, e coordenadora o projecto, e Sara Fernandes deram a conhecer esta “investigação pioneira”.

alfarroba bioetanol biocombustível portugalFinanciado pelo Programa QREN/PO Algarve 21, em consórcio entre a UAlg e indústrias de transformação de alfarroba do Algarve (AGRUPAmento de Alfarroba e Amêndoa CRL), este projecto de I&D desenvolve tecnologia de fermentação na produção de bioetanol de segunda geração a partir de resíduos de polpa de alfarroba, provenientes da indústria de transformação da região do Algarve, matéria-prima muito rica em açúcares.

A equipa quer proporcionar a valorização integral destes açúcares, os extractáveis em água, com vista à satisfação do mercado nacional de biocombustíveis, utilizando tecnologias de segunda geração. O bioetanol é utilizado em combinação com a gasolina, sendo que será obrigatória a inserção de 20 por cento deste até 2020 na União Europeia.

Actualmente não existe qualquer unidade de produção de bioetanol em Portugal e para cumprir a directiva comunitária de incorporação obrigatória será necessário recorrer à importação.

No Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental/CIMA-UAlg foram realizados ensaios em fermentadores agitados mecanicamente e na estação-piloto de fermentação disponíveis, onde se operacionalizou e monitorizou com êxito o processo de produção de bioetanol em diversos sistemas de produção, já na perspetiva de produção semi-industrial.

A fermentação alcoólica é realizada por uma estirpe autóctone da levedura Saccharomyces cerevisiae, isolada pela equipa de investigação. Apresenta condições únicas de tolerância à toxicidade do álcool e ao elevado teor em açúcares utilizados na fermentação, o que permitiu atingir rendimentos etanólicos próximos do máximo teórico (0,51 g/g) a partir do resíduo de alfarroba.

A polpa de alfarroba revelou ser uma matéria-prima excelente e de baixo custo para a produção de bioetanol com potencial tecnológico e económico para uma bio-refinaria. Foi possível desenvolver tecnologia para a obtenção de valores de produtividade e teores de bioetanol competitivos durante o processo de produção do álcool.

A transferência de tecnologia desenvolvida no Alfaetílico permite simplificar, optimizar e viabilizar economicamente o processo fermentativo. Outro aspecto crucial é a inovação no campo do input energético necessário à implementação da bio-refinaria, sistema integrado de produção com aproveitamento e valorização dos subprodutos.

By: CiênciaHoje

 

Vital Green – Complexo de biotecnologia no Fundão já em 2013 06/12/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:58

O presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, admitiu que o lançamento da primeira pedra de um complexo de biotecnologia a instalar no concelho pode ocorrer no primeiro trimestre de 2013.

O empreendimento de investidores brasileiros na freguesia de Soalheira, no lado sul da Serra da Gardunha, inclui laboratórios e estufas para melhoramentos de plantas.

O município e os promotores chegaram a prever o início das obras para este ano, mas “Fevereiro ou Março” são os meses agora apontados por Paulo Fernandes para “lançar um projecto emblemático” para rentabilizar a agricultura da região.

A nova fábrica precisa de árvores e outra flora que deverão ser optimizadas para abastecer o mercado energético (biomassa) e farmacêutico, com a autarquia a esperar a criação de 95 empregos até 2014.

O projecto de arquitectura está aprovado pelo município, decorrendo agora a elaboração das especialidades de construção, sendo que o Banco do Brasil já deu autorização para a operação financeira, sobre a qual “estão a ser ultimados detalhes”, explicou o autarca.

O investimento inclui a instalação de uma central de biomassa na zona industrial do Fundão, que já conta com as autorizações necessárias, devendo o município receber em breve os projectos de implantação, acrescentou.

Tudo junto pode ascender a 60 milhões de euros e o facto de “parte esmagadora da operação financeira ter o selo do Banco do Brasil” leva Paulo Fernandes a dizer, “com algum grau de certeza, que mesmo a crise na Europa e em Portugal não vai pôr em causa estes investimentos”.

O complexo de biotecnologia e a central de biomassa resultam de uma parceria entre o município do Fundão, a Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (CIATEC) e a empresa Vital Green, criada no Fundão com capitais brasileiros.

By: Público