Biotecnologia – Portugal

Empresa de Biotecnologia investe 4,2 milhões de euros para produção de microalgas nos Açores 16/01/2013

Filed under: Biodiesel,Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 11:24

O Governo dos Açores reconhece interesse estratégico para a Região do projeto de investimento para a produção de microalgas e suplementos alimentares antioxidantes e a construção de uma unidade de remoção de microalgas e cianobactérias de massas de água eutrofizadas.

Trata-se de um investimento no valor global superior a 4,2 milhões de euros, que será concretizado pela empresa Algicel Indústria no concelho da Lagoa.

astaxanthin caratenoides algicelO despacho conjunto do Vice-Presidente do Governo e do Secretário Regional dos Recursos Naturais, publicado esta segunda-feira no Jornal Oficial, considera que o projeto se insere na estratégia de desenvolvimento regional consagrada no Programa do XI Governo Regional dos Açores, nomeadamente no que se refere à dinamização e revitalização da produção de bens transacionáveis para incremento da capacidade exportadora da região.

Este projeto de investimento, que prevê a criação de 12 postos de trabalho, assume um carácter manifestamente inovador para o tecido económico regional, transpondo os resultados da investigação científica realizada, entre 2007 e 2011, pela empresa Algicel – Biotecnologia e Investigação, em consórcio com a Universidade dos Açores, com claro desenvolvimento tecnológico no âmbito da biotecnologia e da gestão dos recursos naturais.

Algicel Açores FabricaOs bens que serão produzidos no quadro deste projeto são produtos de alto valor acrescentado, maioritariamente direcionados para a exportação, que se pretende que sejam associados à marca e à sustentabilidade ambiental dos Açores.

Apesar deste projeto não atingir o montante mínimo de cinco milhões de euros de investimento exigido para o reconhecimento de Projetos de Interesse Regional, o despacho conjunto assinado por Sérgio Ávila e Luís Neto Viveiros recorda que podem ser reconhecidos projetos com um valor de investimento inferior desde que apresentem uma forte componente tecnológica, de investigação e desenvolvimento, de inovação aplicada ou de manifesto interesse ambiental.

Fonte: Açoriano Oriental

 

Produzido bioetanol a partir da alfarroba em projecto na Univerisade do Algarve 28/12/2012

Filed under: Biodiesel,Notícias — Hugo Azevedo @ 12:42

A Universidade do Algarve (UAlg) apresentou os resultados de investigação do projecto «Alfaetílico – Bionergia de segunda geração». Foi durante o «Local Technology Meeting» que Maria Emília Costa, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da UAlg, e coordenadora o projecto, e Sara Fernandes deram a conhecer esta “investigação pioneira”.

alfarroba bioetanol biocombustível portugalFinanciado pelo Programa QREN/PO Algarve 21, em consórcio entre a UAlg e indústrias de transformação de alfarroba do Algarve (AGRUPAmento de Alfarroba e Amêndoa CRL), este projecto de I&D desenvolve tecnologia de fermentação na produção de bioetanol de segunda geração a partir de resíduos de polpa de alfarroba, provenientes da indústria de transformação da região do Algarve, matéria-prima muito rica em açúcares.

A equipa quer proporcionar a valorização integral destes açúcares, os extractáveis em água, com vista à satisfação do mercado nacional de biocombustíveis, utilizando tecnologias de segunda geração. O bioetanol é utilizado em combinação com a gasolina, sendo que será obrigatória a inserção de 20 por cento deste até 2020 na União Europeia.

Actualmente não existe qualquer unidade de produção de bioetanol em Portugal e para cumprir a directiva comunitária de incorporação obrigatória será necessário recorrer à importação.

No Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental/CIMA-UAlg foram realizados ensaios em fermentadores agitados mecanicamente e na estação-piloto de fermentação disponíveis, onde se operacionalizou e monitorizou com êxito o processo de produção de bioetanol em diversos sistemas de produção, já na perspetiva de produção semi-industrial.

A fermentação alcoólica é realizada por uma estirpe autóctone da levedura Saccharomyces cerevisiae, isolada pela equipa de investigação. Apresenta condições únicas de tolerância à toxicidade do álcool e ao elevado teor em açúcares utilizados na fermentação, o que permitiu atingir rendimentos etanólicos próximos do máximo teórico (0,51 g/g) a partir do resíduo de alfarroba.

A polpa de alfarroba revelou ser uma matéria-prima excelente e de baixo custo para a produção de bioetanol com potencial tecnológico e económico para uma bio-refinaria. Foi possível desenvolver tecnologia para a obtenção de valores de produtividade e teores de bioetanol competitivos durante o processo de produção do álcool.

A transferência de tecnologia desenvolvida no Alfaetílico permite simplificar, optimizar e viabilizar economicamente o processo fermentativo. Outro aspecto crucial é a inovação no campo do input energético necessário à implementação da bio-refinaria, sistema integrado de produção com aproveitamento e valorização dos subprodutos.

By: CiênciaHoje

 

Enzima de crustáceo marinho pode ser utilizada para produção de biocombustível 11/03/2010

Filed under: Biodiesel,Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 14:59

«Limnoria quadripunctata» analisada por investigadores britânicos

A Limnoria quadripunctata, um pequeno crustáceo marinho que se alimenta de madeira.

 

 

Os outros seres vivos que se alimentam de materiais celulósicos tem na sua flora intestinal microorganismos que produzem enzimas que permitem degradarem a celulose a monómeros de açúcar, como é o caso das térmitas.

 

Os genes do sistema digestivo da Limnoria quadripunctata foram analisados por uma equipa de investigadores das universidades de York e Portsmouth (Reino Unido).

 

E com esta investigação descobriram que este pequeno ser tem a particularidade de ser ele a produzir estas enzimas celulolíticas, sendo o primeiro animal, conhecido, a apresentar esta capacidade.

 

Esta equipa vai agora partir para uma nova fase da investigação, o teste destas enzimas na produção de bioetanol a partir de materiais celulósicos

 

Biocombustível para aviões a partir do lixo 23/02/2010

Filed under: Biodiesel,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:14

CREDIT : MARTIN DOHRN / SCIENCE PHOTO LIBRARY

A companhia de aviação British Airways ira construir a primeira unidade da europa de produção de biocombustível para aviões.

Segundo o repórter da BBC Richard Scott, a unidade deverá ser capaz de produzir 60 milhões de litros de combustível para abastecer os aviões da empresa britânica.

Para isso, serão consumidas 500 mil toneladas de lixo por ano.

 

Utilidade do lixo

A unidade começara a ser construida em 2012 na zona leste de Londres pela empresa americana Solena Group e deverá entrar em operação passado 2 anos. Pelo acordo, o grupo americano custeará a construção, enquanto a British Airways se compromete a comprar toda a sua produção.

Segundo a companhia, com esses 60 milhões de litros será possível abastecer apenas 2% dos voos que descolam do Heathrow, o principal aeroporto inglês.

Além de ser menos poluente, esse biocombustível é mais benéfico ao meio ambiente por reaproveitar o lixo comum. Normalmente, esse material permanece em aterros sanitários produzindo gás metano, um dos gases causadores do efeito estufa.

 

Biocombustíveis para aviação

A iniciativa da British Airways vem na esteira de outras medidas adoptadas por empresas do sector.

Em Fevereiro de 2008, a Virgin Atlantic Airways realizou um voo pioneiro à base de biocombustível entre Londres e Amesterdão. O Boeing 747 voou sem passageiros a bordo e teve um de seus quatro motores movido por um biocombustível produzido a partir de óleo de coco.

Desde então, diversos voos a partir de outros biocombustíveis experimentais vêm sendo realizados pelo projecto Combustível Sustentável para Aviação, uma iniciativa que inclui companhias aéreas, como a própria Virgin e a Continental Airlines, além de fabricantes de aeronaves como a Boeing.

Em um relatório divulgado em Junho do ano passado, o grupo diz que seus biocombustíveis produzem 65% a 80% menos poluentes atmosféricos do que os combustíveis à base de petróleo.

“Todas as combinações utilizadas em voos de teste atingiram ou mesmo superaram as expectativas de desempenho como combustível de avião”, diz o relatório. “Para todos os voos experimentais, os biocombustíveis não demonstraram qualquer efeito adverso nas aeronaves”, completa o texto.

 

Biodiesel através dos resíduos da indústria dos curtumes 22/01/2009

Filed under: Biodiesel — Hugo Azevedo @ 23:24
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6-researchersi1Chama-se Fleshdiesel e é um projecto com duplo objectivo. Por um lado, pretende produzir Biodiesel através dos resíduos da indústria dos curtumes. Por outro, quer reduzir o volume de resíduos produzidos pela indústria. Aprovado em Dezembro e financiado pelo QREN, o projecto do Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) já está em desenvolvimento e conta com parceiros industriais de renome como a Bioportdiesel e o Centro Tecnológico das Indústrias do Couro.

 

O Instituto Superior de Engenharia do Porto juntou-se à Bioportdiesel, ao Centro Tecnológico das Indústrias de Couro (CTIC) e à Curtumes Fabrício para desenvolver o Fleshdiesel: um projecto que tem como grande objectivo produzir Biodiesel a partir de resíduos da indústria dos curtumes. 

 

 

 

 

O objectivo principal do projecto é a valorização de um dos principais resíduos da indústria dos curtumes, a raspa-tripa, produzindo a partir dele Biodiesel, óleos para engorduramento de peles e materiais proteicos para aplicação no curtume e acabamento de peles. Através do aproveitamento de materiais o Fleshdiesel vai ainda permitir reduzir os resíduos resultantes da Indústria dos Curtumes.

Dar-se-á particular importância à produção de biodiesel a partir da gordura, estudando duas opções: produção de biodiesel a partir da gordura refinada, sem mistura com outras gorduras; e produção de biodiesel através da mistura com outras gorduras animais. A produção de biocombustíveis a partir de matérias-primas vegetais, essênciais à indústria alimentar, tem gerado uma grande especulação, que se reflecte num aumento elevado nos preços de soja, milho, etc., reflectindo-se isto no aumento de preço de bens alimentares. Sendo assim, a exploração de matérias-primas animais, sendo estas resíduos industriais, cujo destino habitual é a deposição em aterro, tem todo o interesse, e torna esta componente do projecto FleshDiesel, a mais importante

Para cumprir este objectivo, os resíduos fornecidos pela indústria, neste caso pela Curtumes Fabrício, serão tratados a nível laboratorial para desenvolver os processos de produção adequados. Esta fase será dividida entre o ISEP e o CTIC. Esta fase passara certamente  pela aplicação de tecnicas biotecnologicas. A fase seguinte será dedicada a ensaios à escala piloto ou industrial nas empresas parceiras: Curtumes Fabrício e Bioportdiesel, tendo em vista a sua implementação efectiva. 

 

Biodiesel apartir de microalgas 07/01/2009

Filed under: Biodiesel — Hugo Azevedo @ 18:45
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Produzir biodiesel a partir de óleos de microalgas é já feito em todo o mundo, inclusive em Portugal,  pela empresa Algafuel, mas ainda há muito para se descobrir e optimizar neste processo.

É o que se esta a fazer em Coimbra na FCTUC onde uma equipa de investigadores identificou 6 microalgas com enorme potencial de produção de biodiesel.

Os primeiros resultados da investigação, que teve início em Março de 2008, são muito promissores. Uma estirpe está já em teste num Bio-reactor de grande capacidade (equipamento desenvolvido pela equipa para fornecer as condições óptimas para o rápido crescimento das microalgas), gerando elevada quantidade de óleos para produção de biodiesel.

 

Nos próximos meses, os investigadores vão testar as outras 5 estirpes com elevado conteúdo em óleos, optimizar o processo de produção de óleos e a instalação piloto, para aplicação em grande escala, com a finalidade de expandir para o mercado esta nova tecnologia. O projecto tem como objectivo mínimo uma produção média de 90.000 litros/hectare/ano.

 

Esta investigação assume particular importância porque, assegura a coordenadora do projecto, Lília Santos, “é uma excelente oportunidade económica para o país. Até aqui a produção de biodiesel tem sido feita com óleos vegetais convencionais, mas estudos recentes mostram que, para produzir quantidades suficientes para a comercialização, é necessário recorrer a práticas agrícolas intensivas insustentáveis. Produzir biodiesel a partir microalgas é muito mais rentável porque as microalgas podem ser cultivadas em solos inadequados para agricultura, crescem rapidamente e apresentam maior produtividade. Além disso, sendo as microalgas um sorvedouro de dióxido de carbono, podem ser alimentadas com o CO2 emitido pelas unidades industriais, contribuindo para o cumprimento das metas de emissão de gases com efeito de estufa a que Portugal está obrigado pelos vários tratados e convenções ratificados pelos Estados Membros da União Europeia”

 

O projecto em curso tem ainda outras potencialidades, adianta a bióloga da FCTUC, “os óleos que não forem aproveitados para produção de biodiesel terão, com toda a certeza, outras aplicações, como por exemplo na indústria alimentar no âmbito de uma alimentação saudável”.

 

Para além dos biólogos, a investigação tem o apoio de uma equipa de investigadores da Engenharia Química da FCTUC, liderada por António Portugal, na identificação e caracterização dos óleos produzidos pelas microalgas.