Biotecnologia – Portugal

Empresa de biotecnologia, Converde, SA, inaugurou a sua unidade industrial em Cantanhede 21/01/2013

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 13:58

A empresa de biotecnologia Converde, SA, inaugurou, esta sexta-feira, a primeira unidade industrial de produção de um novo fungicida biológico, a partir do processamento da semente de tremoço através de métodos inovadores.

Trata-se de um investimento de 30 milhões de euros num projeto pioneiro a nível mundial e que foi desenvolvido integralmente por investigadores portugueses, iniciando-se agora a fase de produção industrial, que atingirá os 100 postos de trabalho quando a empresa chegar a velocidade cruzeiro.

CEV converde cantanhedeA inauguração contou com a presença do Secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional, António Almeida Henriques, e do presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, João Pais de Moura, que tiveram como anfitriões o presidente do Conselho de Administração da Converde, SA, José Romão de Sousa, e os administradores Mário Pinto e Sara Monteiro.


Na apresentação dos contornos do investimento, José Romão de Sousa fez a descrição das principais fases do processo que veio a culminar com a instalação da unidade industrial em Cantanhede. José Romão de Sousa explicou também que a localização da unidade para produção industrial do fungicida em Cantanhede surgiu na sequência de «diligências do Presidente do Biocant, Professor Carlos Faro, e à excelente recetividade da Câmara Municipal de Cantanhede, na pessoa do seu Presidente, Professor João Pais Moura», adiantando que «em apenas 60 dias foi escolhido o terreno e acordada a compra. Queremos fazer deste projeto um sucesso e um “case-study”, que começa com investigação fundamental na universidade e que evolui para um produto/negócio completamente inovador, de verdadeira descontinuidade tecnológica» sublinhou.


Por seu lado, o Secretário de Estado da Economia e Desenvolvimento Regional considerou o investimento da Converde «uma boa notícia para a economia do país e da região, uma demonstração de que há razões para acreditar no potencial nacional e no nosso futuro. Ideias inovadoras, como esta, contribuem para reindustrializar o país, aumentar as exportações e recolocar a economia numa rota de crescimento».
Almeida Henriques saudou ainda «o papel do município de Cantanhede no acolhimento deste investimento, em boas condições de localização e funcionamento». Para este membro do Governo, «há, mais do que nunca, um papel dos territórios e dos municípios na atração, incubação e ativação dos investimentos produtivos e Cantanhede reforça o seu pulmão económico inovador com esta indústria, vizinha daquela que é já hoje uma referência nacional da economia baseada na inovação: o Biocant».


As instalações da Converde em Cantanhede estão implantadas numa superfície de 48.000 m2 de terreno, dos quais 17.000 m2 são de área coberta, distribuída por três blocos.

Nota: A notícia será actualizada em breve com fotos da unidade industrial.

 

Empresa de Biotecnologia investe 4,2 milhões de euros para produção de microalgas nos Açores 16/01/2013

Filed under: Biodiesel,Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 11:24

O Governo dos Açores reconhece interesse estratégico para a Região do projeto de investimento para a produção de microalgas e suplementos alimentares antioxidantes e a construção de uma unidade de remoção de microalgas e cianobactérias de massas de água eutrofizadas.

Trata-se de um investimento no valor global superior a 4,2 milhões de euros, que será concretizado pela empresa Algicel Indústria no concelho da Lagoa.

astaxanthin caratenoides algicelO despacho conjunto do Vice-Presidente do Governo e do Secretário Regional dos Recursos Naturais, publicado esta segunda-feira no Jornal Oficial, considera que o projeto se insere na estratégia de desenvolvimento regional consagrada no Programa do XI Governo Regional dos Açores, nomeadamente no que se refere à dinamização e revitalização da produção de bens transacionáveis para incremento da capacidade exportadora da região.

Este projeto de investimento, que prevê a criação de 12 postos de trabalho, assume um carácter manifestamente inovador para o tecido económico regional, transpondo os resultados da investigação científica realizada, entre 2007 e 2011, pela empresa Algicel – Biotecnologia e Investigação, em consórcio com a Universidade dos Açores, com claro desenvolvimento tecnológico no âmbito da biotecnologia e da gestão dos recursos naturais.

Algicel Açores FabricaOs bens que serão produzidos no quadro deste projeto são produtos de alto valor acrescentado, maioritariamente direcionados para a exportação, que se pretende que sejam associados à marca e à sustentabilidade ambiental dos Açores.

Apesar deste projeto não atingir o montante mínimo de cinco milhões de euros de investimento exigido para o reconhecimento de Projetos de Interesse Regional, o despacho conjunto assinado por Sérgio Ávila e Luís Neto Viveiros recorda que podem ser reconhecidos projetos com um valor de investimento inferior desde que apresentem uma forte componente tecnológica, de investigação e desenvolvimento, de inovação aplicada ou de manifesto interesse ambiental.

Fonte: Açoriano Oriental

 

salmão transgénico prestes a ser aprovar para comercialização nos EUA pela FDA 28/12/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:32
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A agência Food and Drug Administration (FDA), que regula e supervisiona a segurança alimentar e os medicamentos, afirmou que os salmões transgénicos, estão a ser produzidos pela empresa Aquabounty, é seguro como alimento e não causará grande impacto ambiental, abrindo assim a porta à aprovação do primeiro animal geneticamente modificado para consumo humano.

aquabounty[1]O salmão transgénico cresce duas vezes mais rápido do que o normal e os seus críticos já o baptizaram como “frankenpeixe” (alusão ao monstro de Frankenstein). Estes temem que o peixe possa causar alergias ou até dizimar a população natural de salmões se a variedade transgénica procriar na natureza. A FDA fará ainda uma consulta pública sobre o tema, mas especialistas acreditam que estas declaração foram o último passo antes da aprovação.


A empresa Aquabounty gastou mais de 67 milhões de dólares (aproximadamente 50 milhões de euros) para desenvolver este peixe, tendo igualmente desenvolvido medidas de protecção contra problemas ambientais. Uma delas é a criação de apenas fêmeas estéreis, ainda que uma pequena percentagem possa reproduzir-se, admitem.
Transgenic%20vs%20non-transgenic%20siblings%20CREDIT%20AquaBounty[1]

Salmão trangénico da Aquabounty comparado com um não trangénico com a mesma idade


Este salmão transgénico recebeu um gene da hormona de crescimento do salmão do Pacífico, que se mantém funcional o ano inteiro devido a outro gene de um peixe similar à enguia. A combinação permite que o salmão chegue ao peso ideal para venda em 18 meses em vez de três anos.Ainda não se sabe se o público aprovará o peixe, mesmo dando a FDA o seu aval. Se o salmão entrar no mercado, os consumidores podem nem chegar a saber que estão a comprar peixe transgénico, já que o produto não será acompanhado de qualquer aviso, caso seja decido que possui as mesmas propriedades do convencional.By: Ciência Hoje
 

Produzido bioetanol a partir da alfarroba em projecto na Univerisade do Algarve

Filed under: Biodiesel,Notícias — Hugo Azevedo @ 12:42

A Universidade do Algarve (UAlg) apresentou os resultados de investigação do projecto «Alfaetílico – Bionergia de segunda geração». Foi durante o «Local Technology Meeting» que Maria Emília Costa, do Centro de Investigação Marinha e Ambiental da UAlg, e coordenadora o projecto, e Sara Fernandes deram a conhecer esta “investigação pioneira”.

alfarroba bioetanol biocombustível portugalFinanciado pelo Programa QREN/PO Algarve 21, em consórcio entre a UAlg e indústrias de transformação de alfarroba do Algarve (AGRUPAmento de Alfarroba e Amêndoa CRL), este projecto de I&D desenvolve tecnologia de fermentação na produção de bioetanol de segunda geração a partir de resíduos de polpa de alfarroba, provenientes da indústria de transformação da região do Algarve, matéria-prima muito rica em açúcares.

A equipa quer proporcionar a valorização integral destes açúcares, os extractáveis em água, com vista à satisfação do mercado nacional de biocombustíveis, utilizando tecnologias de segunda geração. O bioetanol é utilizado em combinação com a gasolina, sendo que será obrigatória a inserção de 20 por cento deste até 2020 na União Europeia.

Actualmente não existe qualquer unidade de produção de bioetanol em Portugal e para cumprir a directiva comunitária de incorporação obrigatória será necessário recorrer à importação.

No Laboratório de Engenharia e Biotecnologia Ambiental/CIMA-UAlg foram realizados ensaios em fermentadores agitados mecanicamente e na estação-piloto de fermentação disponíveis, onde se operacionalizou e monitorizou com êxito o processo de produção de bioetanol em diversos sistemas de produção, já na perspetiva de produção semi-industrial.

A fermentação alcoólica é realizada por uma estirpe autóctone da levedura Saccharomyces cerevisiae, isolada pela equipa de investigação. Apresenta condições únicas de tolerância à toxicidade do álcool e ao elevado teor em açúcares utilizados na fermentação, o que permitiu atingir rendimentos etanólicos próximos do máximo teórico (0,51 g/g) a partir do resíduo de alfarroba.

A polpa de alfarroba revelou ser uma matéria-prima excelente e de baixo custo para a produção de bioetanol com potencial tecnológico e económico para uma bio-refinaria. Foi possível desenvolver tecnologia para a obtenção de valores de produtividade e teores de bioetanol competitivos durante o processo de produção do álcool.

A transferência de tecnologia desenvolvida no Alfaetílico permite simplificar, optimizar e viabilizar economicamente o processo fermentativo. Outro aspecto crucial é a inovação no campo do input energético necessário à implementação da bio-refinaria, sistema integrado de produção com aproveitamento e valorização dos subprodutos.

By: CiênciaHoje

 

Vital Green – Complexo de biotecnologia no Fundão já em 2013 06/12/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 15:58

O presidente da Câmara Municipal do Fundão, Paulo Fernandes, admitiu que o lançamento da primeira pedra de um complexo de biotecnologia a instalar no concelho pode ocorrer no primeiro trimestre de 2013.

O empreendimento de investidores brasileiros na freguesia de Soalheira, no lado sul da Serra da Gardunha, inclui laboratórios e estufas para melhoramentos de plantas.

O município e os promotores chegaram a prever o início das obras para este ano, mas “Fevereiro ou Março” são os meses agora apontados por Paulo Fernandes para “lançar um projecto emblemático” para rentabilizar a agricultura da região.

A nova fábrica precisa de árvores e outra flora que deverão ser optimizadas para abastecer o mercado energético (biomassa) e farmacêutico, com a autarquia a esperar a criação de 95 empregos até 2014.

O projecto de arquitectura está aprovado pelo município, decorrendo agora a elaboração das especialidades de construção, sendo que o Banco do Brasil já deu autorização para a operação financeira, sobre a qual “estão a ser ultimados detalhes”, explicou o autarca.

O investimento inclui a instalação de uma central de biomassa na zona industrial do Fundão, que já conta com as autorizações necessárias, devendo o município receber em breve os projectos de implantação, acrescentou.

Tudo junto pode ascender a 60 milhões de euros e o facto de “parte esmagadora da operação financeira ter o selo do Banco do Brasil” leva Paulo Fernandes a dizer, “com algum grau de certeza, que mesmo a crise na Europa e em Portugal não vai pôr em causa estes investimentos”.

O complexo de biotecnologia e a central de biomassa resultam de uma parceria entre o município do Fundão, a Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (CIATEC) e a empresa Vital Green, criada no Fundão com capitais brasileiros.

By: Público

 

BIOCANT lança Concurso Público para construção do Edifício Biocant III 25/10/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 16:11
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O Biocant lançou na última sexta-feira, o Concurso Publico para construção do edifício Biocant III, uma empreitada que terá como prazo de execução 360 dias seguidos

Edifício Biocant PME’s

Com a construção do terceiro edifício inteiramente vocacionado para laboratórios, o BIOCANT vê consolidada a fase de expansão do parque, que inclui também o edifício UC/CNC Biotech já em fase final de construção e cuja inauguração está prevista para o início de 2013.

A administração do parque sentiu a necessidade de construir este terceiro edifício pois o espaço até agora disponível está lotado, sendo necessário mais infraestruturas capazes de albergar um largo número de empresas que já demonstraram interesse em se instalar no parque.

 

Technophage assina acordo para iniciar os ensaios clínicos de medicamento biotecnológico 12/06/2012

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 11:35

A biotecnológica Technophage prepara-se para avançar com os ensaios em seres humanos do primeiro medicamento biotecnológico desenvolvido em Portugal

 

A TechnoPhage trata-se de uma empresa de biotecnologia instalada no Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa, que conta actualmente com 14 investigadores. A TechnoAntibodies, uma empresa que pertence ao grupo technophage, esta a desenvolver anticorpos de pequenos domínios contra alvos específicos em várias doenças humanas. O TA_101 é um anticorpo de pequeno domínio contra TNF-α actualmente em desenvolvimento terapêutico para doenças inflamatórias e auto-imunes tais como a artrite reumatóide. Os estudos de eficácia, desenvolvimento de processo e segurança / toxicologia estão actualmente em curso e a TechnoPhage tenciona apresentar um pedido de Clinical Trial Application (CTA) para o TA_101 na Agência Europeia de Medicamentos (EMA) em 2012.

 

A TechnoPhage submeteu um pedido provisório de patente nos EUA para este produto em 2011 e também apresentou e possui pedidos de patente para as tecnologias subjacentes de anticorpos de domínio único. Entretanto, assinou ontem um acordo de colaboração com o Shangai Institute of Materia Medica (SIMM), uma instituição de Investigação estatal administrado sob as leis da República Popular da China.

 

O SIMM é uma instituição de topo na República Popular da China na descoberta e desenvolvimento de fármacos. Muitos fármacos têm sido desenvolvidos desde a sua criação. Entre eles estão o artemether, o dimercaptosuccinato de sódio, e o huperzine que receberam reconhecimento internacional. Esta parceria prevê a colaboração em estudos pré-clínicos e clínicos do TA_101, a fim de gerar dados para apoio ao registo regulamentar de aprovação da comercialização do TA_101 para o futuro tratamento da artrite reumatóide e outras doenças auto-imunes e inflamatórias na R.P. China. Esta parceria vai permitir avançar até ao fim do ano com ensaios clínicos nesse país.

Miguel Garcia, CEO da TechnoPhage, explica que a confidencialidade é regra de ouro nestes movimentos, mesmo com raiz científica. As explicações têm por isso de ser mais abstractas do que se podia pensar quando se visita o IMM, parceiro de trabalho da biotecnológica desde o início. Ainda assim, o fundador da Technopage e director executivo explica parte da receita do novo medicamento, que depois do antiepiléptico desenvolvido pela Bial é o segundo de patente portuguesa a ir tão longe no longo e caro percurso de desenvolvimento de novos medicamentos.

 

Além dos ensaios clínicos na China, que se o medicamento vencer as fases de ensaio clínicos só servirão para a comercialização local, a Technophage está à procura de parceiros na Europa ou EUA para poder submeter o produto aos reguladores de medicamentos ocidentais.