Biotecnologia – Portugal

Centros de investigação e empresas de biotecnologia colaboram em Centro Virtual 22/09/2009

Filed under: Biotecnologia,Notícias — Hugo Azevedo @ 14:00
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0439-aktafinal[1]Um grupo de centros de investigação e empresas de biotecnologia criaram uma rede europeia e desenvolvimento em imunoterapia, no sudoeste do continente. O objectivo foi possibilitar a criação de um Centro Virtual, onde cientistas desta área geográfica possam colaborar e partilhar recursos para o desenvolvimento de fármacos de utilidade na terapia contra o cancro, as doenças auto-imunes (como a asma e as alergias) e as doenças infecciosas.

 

A rede – Immunonet – é financiada pelo Programa de Cooperação Territorial Espaço Sudoeste Europeu (SUDOE) do FEDER e o valor (um milhão de euros) será distribuído pelos 13 parceiros da rede – onde se destacam os portugueses: Instituto de Medicina Molecular, através da Unidade de Imunologia Celular, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, através do Laboratório de Imunologia Mário Arala Chaves e a PME Biotecnol. A coordenação da rede está a cargo da Universidade de Vigo.

 

“O sudoeste europeu concentra um elevado número de investigadores na área da imunologia, e a IMUNONET pretende conjugar esforços, colaborar, partilhar ideias e equipamentos, no sentido de desenvolver novas imunoterapias”, elucida Manuel Vilanova, investigador do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto.

 

A imunoterapia consiste no combate à doença recorrendo a anticorpos e citocinas (moléculas envolvidas na comunicação entre células biológicas, com um papel relevante na resposta imunológica). Estas moléculas são desenvolvidas em laboratórios de investigação e, em fases posteriores, por empresas de biotecnologia.

 

Ensaios pré-clínicos

 

A rede permitirá não só desenvolver e patentear novos fármacos para imunoterapia, como promover a realização de ensaios pré-clínicos e clínicos, que permitam perspectivar a utilização das novas moléculas na prática médica.

 

“Pretendemos desenvolver e patentear novas moléculas como anticorpos, citocinas e proteínas de fusão anticorpos-citocinas que possam ter maior eficácia terapêutica no tratamento de doenças, em comparação com as terapias já disponíveis”, adianta Luís Graça, investigador do Instituto de Medicina Molecular, em Lisboa.

 

“A translação de tecnologia, ou seja, a aplicação do conhecimento produzido nas equipas de investigação em produtos ou ferramentas terapêuticas, que são desenvolvidos pelo sector empresarial da biotecnologia, é um dos objectivos principais desta rede”, continuou o investigador.

 

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